Ideias de como a Sabesp e São Paulo poderiam melhorar a economia de água

Como explicado aqui no último artigo feito,  São Paulo tem um problema recorrente com o consumo de água. É muita gente para um sistema defasado: o conjunto de represas que se chama Sistema Cantareira. Depois da crise hídrica de 2014 ainda houve alertas após a seca de 2016. No entanto,  de lá para cá, tem se pensado pouco sobre como melhorar o sistema não somente do ponto de vista tecnológico e sustentável, mas também na consciência da população.

Até agora a única mudança é um desconto de até 30% na conta de água de quem economizar ao menos 20% do gasto mensal de água em casa. Para atingir essa quantidade você pode minimizar o tempo no banho, reutilizar a água da máquina de lavar, implantar cisternas para lavar calçadas, ajustar o sistema de descarga dos vasos sanitários e principalmente desligar a água enquanto se ensaboa ou escova os dentes. São atitudes pequenas que podem te fazer chegar até a 20% menos em litros de água.

Isso não tem sido suficiente para motivar as pessoas a  mudar seus velhos hábitos de agir como se água fosse algo inacabável. Uma ideia que a própria abundância de recursos do Brasil acaba por instaurar no consciente público.

Na califórnia, nos EUA, essa crise hídrica também aconteceu na mesma intensidade com direito a racionamento e etc. No entanto, por lá, o governo declarou estado e emergência e já começou a tomar pedidas para preservar o recurso e evitar o desperdício. Desde 2001 quem fosse flagrado com mangueira ou irrigação de jardim ligados todos os dias receberia uma multa de 500 dólares (muito cara).

Ao contrário do que acontece no Brasil a fiscalização acontece e mais de 1 milhão de dólares foi arrecadado somente com deslizes dos cidadãos. Também é possível consultar os níveis das represas em tempo real por dispositivos online de ano em ano de modo muito mais simples por aqui. Mesmo com todas essas mudanças é preciso de um plano de gestão mais eficiente para os próximos 10 anos.

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